Por: Graciano Coutinho - Jornalista
Germán Efromovich acredita que será o novo dono da TAP. São precisos mais aviões, novos e modernos
Mais dinheiro para a TAP. O Estado vai injetar 100 milhões de euros na companhia. O objetivo é assegurar as necessidades imediatas de tesouraria. A primeira tranche é de 50 milhões.
Vai ser paga ainda esta semana.
A operação financeira já estava prevista, mas por estar a decorrer o processo de privatização, a TAP não podia recorrer à banca. Por isso esta injeção de capital será feita através da Parpública. Em Janeiro de 2013 haverá nova injeção de capital.
Essa operação, uma das muitas que decorrem com diversas instituições bancárias, é considerada normal.
O facto de a TAP estar em processo de privatização, no entanto, veio interromper o financiamento e colocar em causa a tesouraria da empresa.
“Uma operação no valor de 100 milhões de euros estava precisamente em curso, quando foi desencadeada a atual fase de privatização da companhia”, explica fonte da TAP ao Diário Económico. E a suspensão da operação decorre da “perspetiva de uma eventual entrada de novos capitais”.
De acordo com o Diário Economico e o Diário de Noticias, a Parpública, holding do Estado que controla a companhia aérea, vai injetar capital para substituir o financiamento bancário.
A primeira tranche de 50 milhões é paga já esta semana, depois do Governo decidir o futuro da companhia em Conselho de Ministros, que deverá ser anunciado amanhã.
A restante verba deverá entrar nos cofres da TAP no próximo mês.
A imprensa adianta ainda que um banco privado vai emprestar mais 20 milhões de euros à companhia aérea.
Efromovich: “Se depender de mim, vão amar a TAP muito mais''.
Numa entrevista à TVI, o empresário de nacionalidade brasileira, colombiana e polaca, afirmou que está “a torcer para operar uma empresa que os portugueses amam”. “Se depender de mim, vão amar a TAP muito mais”, acrescentou.
O milionário mostrou-se optimista em relação à concretização do negócio, sublinhando que “espera que aconteça para o bem do próprio contribuinte” português, numa referência aos custos suportados com a dívida da transportadora, já que esta não recebe dinheiro do Estado (por proibição comunitária).
Germán Efromovich foi o único investidor que apresentou uma proposta pela TAP.
Ao contrário do que o milionário referiu na entrevista desta terça-feira, o Governo não recebeu mais nenhuma oferta pela transportadora aérea do Estado, apesar de mais de uma dezena de interessados terem consultado o memorando de informação sobre a privatização.
Houve outros dois candidatos (o grupo IAG e a Alitalia) que abordaram o executivo, mas que não chegaram a avançar com uma proposta.
E, por isso, a oferta de Efromovich será a única que o Governo levará a Conselho de Ministros, amanhã, quinta-feira
Na entrevista à TVI, o investidor repetiu que “quer fazer a TAP crescer”, assim que garantir a chegada de novos aviões encomendados para 2015. “A ideia é ampliar as rotas a outros destinos”, referindo-se por exemplo a Moçambique e à América Latina.
E garantiu que não pretende acabar com rotas que ligam Portugal aos países de expressão portuguesa porque, na auditoria que fez à companhia de aviação em Novembro, verificou que “todas são rentáveis”.
Numa reação às críticas que têm sido feitas pela oposição, que pede uma suspensão da venda, Efromovich reiterou que “o processo tem sido transparente” e com “regras claras”.
Não revelou, porém, quanto ofereceu pela TAP, afirmando que tem de ser o Governo a prestar essa informação.
Ler mais: http://blog.opovo.com.br/portugalsempassaporte/governo-portugues-injeta-mais-100-milhoes-de-euros-na-tap/
Enviar um comentário