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Franceses da Vinci terão ganho concessão da ANA

Os franceses da Vinci terão conseguido ganhar o concurso de privatização da ANA - Aeroportos de Portugal. A notícia está a ser avançada pela agência Reuters, que cita fontes "com conhecimento do assunto", mas o Governo ainda não fez o anúncio oficial.
A empresa francesa terá sido escolhida devido ao valor mais alto oferecido pela ANA. O Estado Português deverá encaixar mais de três mil milhões de euros com o negócio, revela a Reuters.
Em cima da mesa, estavam a proposta da francesa Vinci, acionista da Lusoponte, concessionária das pontes Vasco da Gama e 25 de Abril até 2030, que terá apresentado a proposta mais alta à compra da ANA. Com presença em mais de 100 países, através de concessões rodoviárias, ferroviárias e gestão de parques de estacionamento, o grupo gere nove aeroportos em França e três no sudeste asiático.
Os alemães da Fraport, empresa gestora de 13 aeroportos entre os quais o de Frankfurt, partiram para este negócio com o fundo australiano IFM, sendo dos quatro consórcios o que conta com um maior número de passageiros.
A terceira proposta resulta da união de candidatos que ficaram pelo caminho na primeira fase do processo de privatização da ANA - a brasileira CCR e o fundo Global Infrastructure Partners - à suíça Flughafen Zurich, que gere o aeroporto de Zurique.
A EAMA, é liderado pela Corporación América e integra a Sonae Sierra, Auto Sueco, Empark e Engevix, tem a gestão de 50 aeroportos em sete países sobretudo na América Latina, dos quais 36 se encontram no país de origem, a Argentina.

O comprador da ANA tem que pagar uma prestação de 100 milhões de euros no momento da celebração dos instrumentos jurídicos relativos à venda da concessionária dos aeroportos portugueses, de acordo com um despacho das Finanças.
O Estado já encaixou 800 milhões de euros com a assinatura do contrato que transferiu a concessão de serviço público aeroportuário para a ANA, a 14 de dezembro, data limite para a entrega das propostas finais.
O contrato de concessão, com um prazo de 50 anos, abrange os aeroportos de Lisboa, Faro, Porto, Ponta Delgada, Santa Maria, da Horta, Flores e o designado terminal civil de Beja.
A concessão compreende a realização das atividades comerciais que possam ser desenvolvidas nos aeroportos ou noutras áreas afetas à concessão, o direito exclusivo (por um período limitado) da concessionária apresentar ao concedente uma proposta de conceção, construção, financiamento e/ou exploração e gestão do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) e a prestação de atividades de conceção, de projeto, de construção, de reforço, de reconstrução, de extensão, de desativação e de encerramento de aeroportos.
Já se sabia que a privatização da ANA seria precedida pela venda da concessão do serviço aeroportuário, um mecanismo com que o Governo pretende cumprir a meta do défice de 5% do PIB. 
A forma como o Governo pretende registar a receita resultante da concessão está ainda sob avaliação do Eurostat (gabinete estatístico da Comissão Europeia), que tem dúvidas quanto à sua validade.

Ler Mais: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2966009&page=1


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