Do
Alto Minho até às Beiras, a crise atraiu investidores e Multinacionais
estrangeiras, que já ocupam metade da nova zona industrial de Oliveira
de Azeméis
A Área de Acolhimento Empresarial de Ul, em Oliveira de Azeméis,
ainda está a ser infraestruturada para gestão condominial pela
autarquia, mas metade dos seus 44 hectares estão já em construção, ou
reservados para multinacionais estrangeiras “de ponta”.
Entre as novas empresas do empreendimento de 11 milhões de euros, em
Ul, incluem-se quatro “projetos-âncora” que, segundo o autarca, se
instalaram no local “ainda antes de as ruas, os passeios e as
infraestruturas estarem todos prontos, porque acreditam no potencial da
zona, e confiam na capacidade da Câmara para construir o que falta”.
A primeira dessas unidades é a luso-brasileira YGE – Yser Green
Energy que, prevendo para o local um investimento de seis milhões de
euros e a contratação de 25 pessoas, se dedicará ao fabrico e
comercialização de carvão vegetal, investigando novos modelos de
tecnologia de torrificação.
Do mesmo grupo Yser, também veio para Ul a Goodryser, que pretende
fomentar a reativação da resinagem de pinheiro em Portugal e, para o
efeito, investirá 2,6 milhões de euros – num esforço que abrange também a
criação de 10 novos empregos.
Hermínio Loureiro afirma que a captação dessas marcas atraiu, depois,
o interesse da Wuhan Industries, que, “embora com capital associado a
um dos maiores grupos da China na fileira do aço”, fixou sede em
Santiago de Riba Ul, anunciando, para o concelho, um investimento de 10
milhões de euros e 110 novos postos de trabalho.
“Compraram 10 lotes e querem mais dois”, adianta o presidente da
Câmara. “A fábrica já está a ser montada e quem está a equipá-la são
empresas de Oliveira como a BTL, que, para responder a este pedido, teve
inclusivamente de contratar mais gente”.
Dos Estados Unidos chegou ainda a AFS – Advanced Fuel Solutions, com
16 milhões de euros para investir em procedimentos inovadores na área da
torrefação para energia e capacidade para contratar 45 trabalhadores.
Em negociações com a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio
Externo de Portugal está ainda a instalação de uma unidade do consórcio
belga-holandês Utopix, apostado na produção de bioplásticos a partir de
matéria biodegradável ou resíduos.
Para Hermínio Loureiro, o principal fator de atratividade para estas
marcas é a oferta de acessos à Área de Acolhimento Empresarial de Ul.
“Tem acessos rápidos às autoestradas A29, A25, A1 e A32, além de estar
próxima dos portos de Aveiro e de Leixões”, explica. “Pode procurar-se
outra zona industrial com estas características e não há”.
Outra vantagem é o facto de o projeto ter sido pensado para uma
gestão em sistema de condomínio. Isso implica que, além de terem quem
assegure a manutenção dos espaços verdes e estruturas viárias da
envolvência, as empresas instaladas em Ul vão dispor de um “business
center” comum, cujo concurso de empreitada está já a decorrer.
“No mesmo edifício vai haver um auditório, salas de reuniões e
exposições, um restaurante, correios e bancos”, revela Hermínio
Loureiro, que pretende “ter tudo a funcionar em pleno, em 2016″.
Inicialmente, o objetivo era que toda a gestão do condomínio fosse
entregue a uma empresa municipal, mas, desde que o Governo inviabilizou a
criação dessas estruturas, a tarefa passou para a responsabilidade da
autarquia.
“Não temos outro remédio que não seja ser a Câmara a tratar de tudo”,
assegura Hermínio Loureiro. “Ou éramos nós a fazer este trabalho, ou as
empresas já estavam noutro sítio”.
Ler Mais: http://blog.opovo.com.br/portugalsempassaporte/multinacionais-estrangeiras-invadem-o-norte-de-portugal/
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